Comunicação como direito, comunicação como negócio

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O Fórum de Mídia Livre possui como objetivo não apenas fomentar discussões acerca do cenário midiático nacional; na verdade, se utiliza desse mecanismo como ferramenta para propor ações que promovam um diferencial na atual economia da informação. Tal meta foi perseguida exaustivamente nas quatro horas de debate coordenadas por Renato Rovai (Revista Fórum), no GT Políticas de Fortalecimento da Mídia Livre, nessa sexta-feira, 4.

Para quem esperava um refluxo de circulação a caminho do Seminário “A Morte do Pop-star” se surpreendeu: todas as cadeiras da sala onde ocorreu o debate, no Prédio de Multimeios, estavam ocupadas – seja por pessoas, seja por aparatos técnicos de transmissão pela web (juntamente com a produção jornalística do FML, estava sendo realizada uma transmissão ao vivo pela Abraço). Na intenção de quebrar o gelo emissor-receptor, os presentes propuseram uma organização das mesas que permitisse dar voz a todos os presentes. Um a um, todos se levantaram formando uma grande roda, marca registrada de um formato que aos poucos vem tomando conta de debates, a desconferência.

A idéia do GT é formular propostas de políticas públicas que possam fortalecer a atividade midialivrista no Brasil e empenhar esforço para efetivá-las junto ao governo. Contudo, mais do que isso, Rovai aponta para a formação de uma rede de solidariedade: “é bom poder conhecer as pessoas que só conhecemos através de emails e ver como elas fazem para tocar suas próprias histórias. Acaba virando também um espaço para um ajudar o outro com idéias, apoio, incentivo e etc”.

Propostas e pontos de vista

De uma forma geral, é possível dizer que a busca é por autonomia e dignidade. Rovai contrapõe a forma como a comunicação é vista entre os midialivristas (e aqui podemos incluir desde rádios e tvs comunitárias a blogueiros solitários) e o mercado tradicional: ao passo que o primeiro vê a comunicação como um direito, o segundo vê como business. Mas veja, conforme alerta Alex Galvão (Ancine), é preciso estar atento à definições: “fazer parte da economia das mídias não é o mesmo que jogar conforme o mercado das mídias”. Marco Amarelo (Soy Loco por Ti) vai na mesma linha quando enuncia a posição editorial de não trabalhar com publicidade em seu portal na web.

Há ainda ponderações no debate. Luiz Carlos (Abraço) critica a sustentabilidade das mídias livres apenas através de editais e incentivos governamentais. Mas Rovai indica que o caminho na verdade é da mudança no modelo de financiamento. Segundo Rovai, “esse modelo vai mudar para todos. O velho modelo do mercado de massa está fadado a morrer. Nossa meta é traçar estratégias para ocupar o espaço quando essa mudança ocorrer”.

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Gostou? Queria ter participado? Então confira a programação e não perca o que vem pela frente!

Fórum de Mídia Livre promove Confecom Jovem em Vitória

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Fórum de Mídia Livre e o Movimento Pró Conferência do Espírito Santo promovem a Conferência Livre de Comunicação da Juventude na próxima quarta e quinta, 04 e 06 de novembro. Toda programação do evento está disponível do site da confecomjovem.

Sobre

quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Alquimídia.org
Altercom
BlogProg/RS
Cartase
Na última década, aceleram-se experiências (individuais ou coletivas) de mídias autônomas. Nunca surgiram tantos veículos de comunicação, criados e mantidos por profissionais de comunicação (com graduação ou não) que fazem ecoar pontos de vista alternativos sobre o dia a dia das cidades, segmentos sociais e países. Geram inovações estéticas e, nas diferentes linguagens midiáticas, constituem parcerias de crescimento mútuo com outras iniciativas (sejam para ampliar novos públicos, como para exigir novos direitos) e experimentam soluções de sustentabilidade econômica. Contribuiu para este processo o uso inovador e crítico da internet e das tecnologias digitais, sobretudo, do uso colaborativo dessas ferramentas contemporâneas que, paulatinamente, trazem-nos desafios pela construção de um “novo pacto” no campo da comunicação.
Por outro lado, o sistema de comunicação no Brasil não reflete os avanços que, ao longo dos últimos trinta anos, a sociedade brasileira garantiu em outras áreas. Isso impede que o país cresça democraticamente e se torne socialmente mais justo. A democracia brasileira precisa de maior diversidade informativa e de amplo direito à comunicação.
É necessário modificar a lógica que impera no setor e que privilegia os interesses dos grandes grupos econômicos em detrimento do exercício da liberdade de expressão do conjunto da população brasileira, em toda a sua diversidade. Um Estado democrático precisa assegurar que os mais distintos pontos de vista tenham expressão pública e defender a verdadeira liberdade de imprensa e de acesso à informação, em toda sua dimensão política e pública. E ela só se dá quando cidadãos e grupos sociais podem ter condições de expressar idéias e pensamentos de forma livre, e de alcançar de modo equânime toda a variedade de pontos de vista que compõe o universo ideológico de uma sociedade.
Isso está muito longe da realidade brasileira. E para tentar responder esta realidade nasceu o Fórum de Mídia Livre. Desde 2008, o FML se propõe a ser um espaço nacional de debates sobre os temas relativos à democratização e ao exercício do direito à comunicação no país e um fórum para a construção de alianças em prol da defesa da mídia livre.
Sua terceira edição, que acontece nos dias 27 e 28 de janeiro de 2012, em Porto Alegre, se realiza num momento em que a mídia livre e todas as suas formas de organização e expressão (blogs, redes sociais, comunicação comunitária, produção audiovisual, veículos alternativos, etc.) ganham espaço no contexto das mobilizações globais por um mundo mais democrático, plural, participativo e sustentável, em que a lógica do capital não siga prevalecendo sobre os interesses, direitos e anseios dos 99% da população mundial. Ao mesmo tempo, vivemos um contexto latino-americo de significativas mudanças no setor de comunicações, com a aprovação de marcos legais democratizantes e promotores da liberdade de expressão do conjunto das sociedades.
No Brasil, também cresce e se consolida a luta por um novo marco regulatório das comunicações e por políticas públicas que garantam o pleno acesso da população à informação e aos meios de produção e veiculação de conteúdo, seja através da defesa da banda larga para todos, da internet livre, de um sistema público de comunicação ou do fim da criminalização das rádios livres e comunitárias.
O III Fórum de Mídia Livre pretende ser palco de debate de todas essas questões. E mais. No momento em que Porto Alegre abriga o mundo para debater Justiça Social e Ambiental, o III FML também se propõe a ser um espaço para discutir ao direito à comunicação no seio desses movimentos. Afinal, uma mídia livre, plural e democrática é estratégica para o avanço do conjunto das lutas sociais em curso no país.

Alquimídia.org

Altercom

BlogProg/RS

Cartase

Na última década, aceleram-se experiências (individuais ou coletivas) de mídias autônomas. Nunca surgiram tantos veículos de comunicação, criados e mantidos por profissionais de comunicação (com graduação ou não) que fazem ecoar pontos de vista alternativos sobre o dia a dia das cidades, segmentos sociais e países. Geram inovações estéticas e, nas diferentes linguagens midiáticas, constituem parcerias de crescimento mútuo com outras iniciativas (sejam para ampliar novos públicos, como para exigir novos direitos) e experimentam soluções de sustentabilidade econômica. Contribuiu para este processo o uso inovador e crítico da internet e das tecnologias digitais, sobretudo, do uso colaborativo dessas ferramentas contemporâneas que, paulatinamente, trazem-nos desafios pela construção de um “novo pacto” no campo da comunicação.

Por outro lado, o sistema de comunicação no Brasil não reflete os avanços que, ao longo dos últimos trinta anos, a sociedade brasileira garantiu em outras áreas. Isso impede que o país cresça democraticamente e se torne socialmente mais justo. A democracia brasileira precisa de maior diversidade informativa e de amplo direito à comunicação.

É necessário modificar a lógica que impera no setor e que privilegia os interesses dos grandes grupos econômicos em detrimento do exercício da liberdade de expressão do conjunto da população brasileira, em toda a sua diversidade. Um Estado democrático precisa assegurar que os mais distintos pontos de vista tenham expressão pública e defender a verdadeira liberdade de imprensa e de acesso à informação, em toda sua dimensão política e pública. E ela só se dá quando cidadãos e grupos sociais podem ter condições de expressar idéias e pensamentos de forma livre, e de alcançar de modo equânime toda a variedade de pontos de vista que compõe o universo ideológico de uma sociedade.

Isso está muito longe da realidade brasileira. E para tentar responder esta realidade nasceu o Fórum de Mídia Livre. Desde 2008, o FML se propõe a ser um espaço nacional de debates sobre os temas relativos à democratização e ao exercício do direito à comunicação no país e um fórum para a construção de alianças em prol da defesa da mídia livre.

Sua terceira edição, que acontece nos dias 27 e 28 de janeiro de 2012, em Porto Alegre, se realiza num momento em que a mídia livre e todas as suas formas de organização e expressão (blogs, redes sociais, comunicação comunitária, produção audiovisual, veículos alternativos, etc.) ganham espaço no contexto das mobilizações globais por um mundo mais democrático, plural, participativo e sustentável, em que a lógica do capital não siga prevalecendo sobre os interesses, direitos e anseios dos 99% da população mundial. Ao mesmo tempo, vivemos um contexto latino-americo de significativas mudanças no setor de comunicações, com a aprovação de marcos legais democratizantes e promotores da liberdade de expressão do conjunto das sociedades.

No Brasil, também cresce e se consolida a luta por um novo marco regulatório das comunicações e por políticas públicas que garantam o pleno acesso da população à informação e aos meios de produção e veiculação de conteúdo, seja através da defesa da banda larga para todos, da internet livre, de um sistema público de comunicação ou do fim da criminalização das rádios livres e comunitárias.

O III Fórum de Mídia Livre pretende ser palco de debate de todas essas questões. E mais. No momento em que Porto Alegre abriga o mundo para debater Justiça Social e Ambiental, o III FML também se propõe a ser um espaço para discutir ao direito à comunicação no seio desses movimentos. Afinal, uma mídia livre, plural e democrática é estratégica para o avanço do conjunto das lutas sociais em curso no país.




Fórum de Mídia Livre. 2012