Redes livres lançam diálogo em busca de protocolos comuns

sábado, 26 de maio de 2012

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Está aberto o debate sobre as interconexões possíveis entre as redes sociais não corporativas, baseadas em software e cultura livre, e colocadas ao serviço das pessoas, dos movimentos sociais e ativismos globais. Contribua!

A articulação entre lutas civis, seus movimentos e ativismos pelo mundo faz uso das velhas e das novíssimas formas de comunicação, que conectam redes e ruas em diferentes manifestações. Em 2011, resistências de longas raízes, associadas a crises sistêmicas e a canais de comunicação interativos e em tempo real, mostraram seu poder de mobilização no Oriente Médio e Norte da África, nos protestos dos estudantes chilenos, nas ocupações de Wall Street, nos acampamentos dos Indignados da Espanha, nas manifestações anti-austeridade na Grécia, entre tantas outras manifestações ao redor do mundo. As ferramentas digitais permitiram a troca em tempo real entre esses diversos movimentos, multiplicando informações e confluindo lutas pela internet.

Porém, a rede é um ambiente em disputa. Se por um lado permite a comunicação distribuída entre diversos atores nas ações de resistência e criatividade, também serve à crescente e massiva vigilância promovida por governos e empresas de tecnologia.

O interesse no cerceamento do acesso à rede e da livre transmissão de informação, por meio de ações arbitrárias de regimes autoritários ou de empresas que utilizam o controle de dados da internet como negócio, já se expressam em projetos de impacto global como SOPA (Stop Online Priracy Act), PIPA (PROTECT IP Act), ACTA (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), e iniciativas nacionais já aprovadas – como a Lei SINDE, na Espanha, na Espanha, que entra em vigor em março – e que estão tramitando, como o “PL do Azeredo” no Brasil.

São graves investidas contra a liberdade e o compartilhamento na internet, que buscam dar amparo judicial ao bloqueio de links de conexão e à repressão aos internautas. Na prática, a partir dessas legislações, qualquer uso de dados que seja contrário aos interesses da indústria do direito autoral ou aos interesses corporativos em todos os seus campos poderá resultar em desligamentos já nos backbones (troncos de distribuição de dados).

No outro extremo do controle da internet como negócio, estão as redes sociais corporativas. Ao mesmo tempo em que promovem facilidades e fomentam uma nova cultura de interação e comunicação, essas empresas violam direitos básicos de privacidade e liberdade de seus usuários, comercializando informações pessoais e boicotando conteúdo “indesejável” – Google, Twitter e Facebook são exemplos dessas práticas.

Outro mundo é possível e para que ele exista, o direito humano à livre comunicação e o acesso universal ao conhecimento são pressupostos inegociáveis, associados a qualquer luta por sociedades mais justas.

Em janeiro de 2012, durante encontros realizados no contexto do Fórum de Mídia Livre e do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, mais um passo foi dado para o diálogo entre diversas iniciativas de redes interessadas em desenvolver protocolos comuns, tecnológicos, políticos, éticos e filosóficos, capazes de torná-las partes de redes maiores engendradas pelas resistências sociais contemporâneas.

Se pelas redes livres compartilham-se chamados e saberes para melhorar as condições de vida no planeta, dialogar entre as redes faz parte do esforço em falar para além destas, de abrir-se para compartilhar experiências e possibilidades de organização que ocorrem dentro e fora das conexões tecnológicas e que traduzem sempre conexões humanas.

Já se integram a este debate entusiastas de propostas como Noosfero, N-1, Diáspora, Sneer, Coredem, Phyrtual, Ágora Delibera, Kune, Vote, TheGlobalSquare, entre softwares, conceitos e experiências em construção no campo dos recursos e possibilidades tecnológicas, em diálogo com outros movimentos e ativismos da sociedade civil.

Esse diálogo se insere no processo de construção do II Fórum Mundial de Mídia Livre e integra a agenda de encontros da Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, evento da sociedade civil paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá em junho de 2012 no Rio de Janeiro.

Está aberto o debate sobre as interconexões possíveis entre as redes sociais não corporativas, baseadas em software e cultura livre, e colocadas ao serviço das pessoas, dos movimentos sociais e ativismos globais. Contribua – acesse:

Mais informações

http://medias-libres.rio20.net

www.forumdemidialivre.org

www.freemediaforum.org

Ciranda FMML

Ainda não tem onde ficar durante o II FMML?

quarta-feira, 23 de maio de 2012

fonte: www.cupuladospovos.org.br

Uma dica para quem não quer perder a Cúpula dos Povos na Rio+20, mas está assustado com os preços estratosféricos dos hoteis da cidade: a Prefeitura do Rio de Janeiro, juntamente com a RioTur, criou a Hospedagem Domiciliar – uma parceria com redes de hospedagem no sistema bed and breakfast, inspirado no modelo irlandês: você pode se hospedar na casa de um morador da cidade cadastrado no site e obter, a preços acessíveis, acomodações e café da manhã.

No Rio de Janeiro, há duas redes de hospedagem que mantêm esse esquema e que assinaram com a Prefeitura a Carta Carioca de Hospitalidade – documento que garante o mínimo de qualidade e de infraestrutura necessário para receber turistas. As redes cadastradas são a BBBrasil e a Cama & Café.

Nos sites, você pode conferir preços e opções de acomodação – quarto privativo ou comunitário, se terá banheiro individual ou não etc. Alguns anfitriões postaram fotos dos locais onde você ficará hospedado, caso opte por eles. Uma dica bastante curiosa – e útil – é que no site da Cama & Café há uma listagem de parceiros na qual você pode conseguir descontos e promoções para aproveitar sua estadia na cidade sede da Cúpula dos Povos!

Hospedagem solidária – e gratuita
Mas não foi só a Prefeitura do Rio de Janeiro que juntou esforços para oferecer opções acessíveis de hospedagem na cidade. O ativista Kjell Kühne criou formulários para hospedagem gratuita no Rio. Funciona assim: quem pode receber pessoas em casa, preenche um formulário onde aponta que tipo de acomodações pode oferecer, quais línguas domina, quantas pessoas pode receber e cadastra seus contatos. Em outro formulário, pessoas que precisam de um lugar para ficar se inscrevem, informando seus dados, data de chegada e de partida e qual o objetivo da visita.
A partir dos dados cadastrados, Kühne e seus colegas unem os dados de quem pediu e de quem ofereceu acomodação – em ordem de cadastramento – e entram em contato com os interessados. O sisema de Kühne já funcionou na África do Sul, durante e em Cancun.
Para quem não conhece, há também a opção do Couchsurfing, uma espécie de rede social onde os inscritos procuram e oferecem acomodações em diversas partes do mundo. Tudo de graça.

Rádio Cúpula cria lista para para organizar programação coletiva

terça-feira, 22 de maio de 2012

Participe da Rádio Cúpula!

Adotando o princípio da Comunicação Compartilhada, a Rádio Cúpula terá uma grade coletivamente organizada por diferentes radialistas e comunicadores de diferentes lugares e movimentos sociais. Para isso, já foi criada a lista radiocupula@lists.riseup.net, que debaterá a gestão compartilhada da rádio, a linha editorial, as pautas conjuntas e os horários e programas especiais a cargo dos grupos.

O movimento de mulheres, por exemplo, reunirá diversas contribuições para tratar dos seus temas relacionados às lutas por justiça social e ambiental. Um dos assuntos será a luta para impedir a mercantilização da vida e para a defesa dos bens comuns. O direito à comunicação, indispensável para a justiça social e ambiental, também será debatido na rádio, a partir de contribuições do Fórum Mundial de Mídia Livre, que ocorrerá nos dia 16 e 17, na UFRJ.

O link para a Rádio Cúpula é www.cupuladospovos.org.br/category/radio-cupula-2

Saiba mais, participe a acompanhe esta construção coletiva.

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Fonte: Ciranda




Fórum de Mídia Livre. 2012